sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tutor em EaD: escolha político-pedagógica

Quanto ao meu entendimento das potencialidades da EaD, acredito firmemente em seu papel estratégico na construção de um Brasil mais desenvolvido e justo. Ao observar a experiência de outras nações (e.g. Open University, Grã-Bretanha; UNED, Espanha), percebem-se as possibilidades transformadoras dessa modalidade educacional. Em um país continental como o Brasil, a EaD pode proporcionar educação pública, gratuita e de qualidade a cidadãos que, habitualmente, não teriam acesso a um curso superior, seja por morarem em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos, seja por não possuírem condições financeiras para pagar um curso superior.

Nesse contexto, a parceria entre o programa Universidade Aberta do Brasil e a Universidade Federal do Ceará desempenha papel central na disseminação e na democratização do ensino superior em todo o estado do Ceará. Para que isso ocorra de fato, a estrutura montada por essa parceria necessita funcionar harmoniosamente. Ou seja, todos os participantes envolvidos nas atividades da UAB/UFC precisam ter plena consciência do relevante papel que cada um desempenha – seja discente, seja docente, seja técnico-administrativo – na consecução dessas metas.

Para mim, participar desse projeto como professor tutor é extremamente gratificante: enriquece minha experiência profissional; possibilita-me exercer papel político ativo na transformação da realidade brasileira; amplia, desenvolve e humaniza minha visão de mundo.

É por isso que exercer a função de tutor a distância no estado do Ceará – unidade da federação historicamente marcada pela injusta divisão de renda entre a sua população – investe-se também de uma postura político-pedagógica que: a) vai de encontro à ignorância e insensibilidade dos grupos sociais mais conservadores, historicamente contrários a mudanças estruturais e b) fomenta a formação de cidadãos competentes, lúcidos, sensíveis e críticos, que ajudarão na construção de uma nova sociedade, mais digna e equânime.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Primeira experiência como tutora

Olá a todos,
Aproveito este espaço para contar para vocês como foi minha primeira atuação como tutora do ensino semi presencial. Esta ocorreu em abril de 2009, na ocasião, fazia mestrado e fui convidada pela professora Mônica Cavalcante, minha orientadora, a fazer parte de seu grupo para a disciplina: Língua Portuguesa: Texto e discurso. Através de sorteio, fui enviada para o polo de Aracati. Fiquei cheia de dúvidas referentes à viagem, hospedagem, prestação de contas e alimentação, mas tudo foi se resolvendo aos poucos. No polo, fui bem recebida pelos tutores e pelos alunos. Foi uma turma muito boa, me ensinaram muito sobre o ensino a distância, um mundo, até então, desconhecido por mim. Os alunos também estavam aprendendo a conviver com essa modalidade de ensino, por isso, a troca se deu de forma tão espontânea. Desde então, vejo o ensino a distância como uma ótima oportunidade de crescer profissionalmente.

Um abraço,
Suele Alves

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Reflexões!

Reflexões:

“O poder dos professores é eterno. Não é possível dizer onde termina sua influência”. (Henry Adams)

“Peço-lhe que pare de ficar se desculpando por ter a profissão mais importante do mundo”. (William G. Carr)

“Ao identificar-se com as esperanças, os sonhos, os medos e os desejos dos outros é que você os compreende e ajuda”. (Wilfred A. Peterson)

“Ler torna um homem completo, ensinar lhe dá preparo e escrever o torna consciente”. (Francis Bacon)
 

Abraços!

Ana Keyla.

Tópico 4 - Vida de professor

Olá a todos,

Existem muitas pessoas em situações semelhantes à da Vanessa. No meu caso, semelhante a personagem citada, faço doutorado, tenho dois filhos, sou casada, sou professora em 200hs mensais, sou tutora UAB, faço este curso de formação continuada, tenho parentes que adoram churrasco e feijoada, muitas vezes, feitos por mim, vou à Igreja aos domingos, vou à reuniões na escola de meu filho mais velho, almoço com amigos e estudo muuuuito. Ah, e no momento, estou tentando emagrecer... O importante é que, em cada um destes momentos, estou aprendendo como pessoa e levo essa bagagem para meus alunos. Não sei se por isso, mas tenho bons relacionamentos com eles, acho que, além de professores, somos seres humanos, assim como os alunos.

Acredito que temos que dar qualidade a cada atividade que realizamos, temos que priorizar nossas principais necessidades. Pois é essa é nossa vida, cheia de afazeres domésticos e profissionais. Eu, por exemplo, enquanto posto este comentário, estou com minha filha pequena chorando pra ficar no meu colo. O que não devemos, nem podemos fazer é realizar uma atividade pensando em outra, ou estar numa reunião corrigindo portfólios, isso nos leva a não fazer nenhuma das tarefas como deveríamos. Tenho muitas tarefas em meu dia, mas tento fazer uma coisa de cada vez. Quando estou em minha sala de aula, sou a professora, quando estou nas aulas do doutorado, sou a aluna, quando estou em casa sou mãe e doméstica, em casa, ainda, tenho que, depois das 23hs, dar conta das disciplinas da UAB, alternados a momentos de leitura, hora do mingau e possíveis choros durante a madrugada. Esforço-me para dar qualidade em tudo que faço, quando canso, me entrego, também não fico dando uma de forte, não quero ser algo que não sou e deixo isso claro. Porém, quando encontro um tempinho, duuuuuuurmo pra repor as noites mal dormidas, às vezes, as viagens para outros municípios são esses momentos.

Abraço,

Suele Alves

domingo, 6 de novembro de 2011

Poema!


 Olá, tutores (as)!

Segue um poema! :-)

Abraços,
Ana Keyla.


Aproveitar o Tempo  

(Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterônimo de Fernando Pessoa)

Aproveitar o tempo!
Mas o que é o tempo, que eu o aproveite?
Aproveitar o tempo!
Nenhum dia sem linha...
O trabalho honesto e superior...
O trabalho à Virgílio, à Mílton...
Mas é tão difícil ser honesto ou superior!
É tão pouco provável ser Milton ou ser Virgílio!

Aproveitar o tempo!
Tirar da alma os bocados precisos - nem mais nem menos -
Para com eles juntar os cubos ajustados
Que fazem gravuras certas na história
(E estão certas também do lado de baixo que se não vê)...
Pôr as sensações em castelo de cartas, pobre China dos serões,
E os pensamentos em dominó, igual contra igual,
E a vontade em carambola difícil.
Imagens de jogos ou de paciências ou de passatempos -
Imagens da vida, imagens das vidas. Imagens da Vida.

Verbalismo...
Sim, verbalismo...
Aproveitar o tempo!
Não ter um minuto que o exame de consciência desconheça...
Não ter um acto indefinido nem factício...
Não ter um movimento desconforme com propósitos...
Boas maneiras da alma...
Elegância de persistir...

Aproveitar o tempo!
Meu coração está cansado como mendigo verdadeiro.
Meu cérebro está pronto como um fardo posto ao canto.
Meu canto (verbalismo!) está tal como está e é triste.
Aproveitar o tempo!
Desde que comecei a escrever passaram cinco minutos.
Aproveitei-os ou não?
Se não sei se os aproveitei, que saberei de outros minutos?!

(Passageira que viajaras tantas vezes no mesmo compartimento comigo
No comboio suburbano,
Chegaste a interessar-te por mim?
Aproveitei o tempo olhando para ti?
Qual foi o ritmo do nosso sossego no comboio andante?
Qual foi o entendimento que não chegámos a ter?
Qual foi a vida que houve nisto? Que foi isto a vida?)

Aproveitar o tempo!
Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O pião do garoto, que vai a parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino.


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sugestão de leitura!

Olá, tutores (as)!
Segue uma sugestão de leitura. :-)
Abraços,
Ana Keyla.



A mente apaga registros duplicados.
 Airton Luiz Mendonça

(Artigo do jornal, O Estado de São Paulo)


O cérebro humano mede o tempo,  por meio da observação dos movimentos.

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece, porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.

Ele evita fazer, duas vezes, o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada, e não aparece no índice de eventos do dia, e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.


Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático, e 'apagando' as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos, e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia, dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou, até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); o cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades) vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete, que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...

ROTINA


A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente, há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou, registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte), e marque com fotos, cartões postais e cartas.


Tenha filhos, (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais, para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.


Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.


Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.

Seja diferente.


Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou outros países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a),  com alguém disposto(a) a viver, e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante, e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida, que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes, e que gostam de comidas diferentes..

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte, em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.



E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES
di fE rEn tEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...

V I V A !!!!!!!!
   

"Mapas mentais"!

Olá, tutores (as)!  :-)

Bom dia!

Sugiro o acesso ao link: www.mapasmentais.com.br, relacionado à organização de tempo.

Abraços,
Ana Keyla.