segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Comentário do texto "Quis sum?" de Fábio Damasceno, por outro Fábio
Fui orientado por nossa tutora a comentar sua postagem no blog. Antes de começar essa tarefa, quero registrar que é um prazer compartilhar de suas ideias a respeito das experiências proporcionadas pelo trabalho de tutor.
O seu texto é relevante para repensarmos nossa prática docente sob muitos aspectos, mas procurarei pontuar alguns que se destacaram, com os quais comungo: a) primeiramente, seu texto revela a postura e o trabalho de um professor-tutor apaixonado pelo que faz – as línguas clássicas, em especial o latim, que conheço bem- são fascinantes, mas costumam ser objeto de estigmas nos cursos de letras por que alguns profissionais que, infelizmente, tolhem os alunos nas primeiras aulas; b) outro ponto que você menciona é o conhecido fracasso dos alunos no conhecimento da chamada norma padrão culta do português, que também é tributário do descaso do ensino de latim – extinto no ensino regular e nem sempre levado a sério no curso de Letras – o que geram um círculo vicioso; c) a reflexão acerca da importância de se estudar a língua que foi depositária e transmissora da cultura e do pensamento ocidental, do qual partilhamos: a cultura ocidental – toda ela – queiramos ou não, é um resquício da cultura e pensamento praticados na planície do Lácio; d) e por último, você chama a atenção para o fato de o latim ser disciplina curricular em países que não falam uma língua neolatina, o que reforça a importância da carga cultural que Roma delegou ao mundo moderno. Em inglês, por exemplo, muitas são as palavras que são de origem latina, cuja flexão só pode ser explicada (aos que desejam saber o porquê das coisas sem decorar) se apelarmos para o latim.
É de suma importância sairmos do básico, do óbvio, do elementar, para que o nosso trabalho seja destaque e, para alcançarmos isso, me parece extremante eficaz o compartilhamento de links, os materiais extra curso disponibilizados pelo tutor, o que permite os alunos avançarem além do esperado - nesse aspecto, você, também, está de parabéns.
Para não me delongar, faço votos de sucesso nessa empreitada por caminhos nem sempre planos por que trilham os profissionais do ensino. Foi um prazer ler e comentar o seu trabalho. Grande abraço,
Fábio F. Torres
Comentário ao texto "O trabalho do tutor", de Marcia de Mesquita Araújo

Prezada Marcia:
Seu texto apresenta um ótimo roteiro para um trabalho de tutoria a distância. Nele, percebe-se que um bom planejamento deve vir acompanhado de um postura colaborativa e afetiva do tutor.
A definição das etapas necessárias à realização do trabalho de tutoria é fundamental para que as atividades discentes e docentes sejam harmônicas. Daí, como você bem salientou, determinar horários para a correção dos portfólios; estabelecer datas, horários, listas de alunos participantes e roteiros para os bate-papos; bem como criar uma planilha particular para a organização de presenças, trabalhos e notas sejam ações favoráveis ao êxito de uma disciplina ministrada, em sua maior parte, a distância.
Paralelamente a esse planejamento pedagógico, o tutor, além de suas atribuições docentes, deve esclarecer, motivar, amparar os alunos – enfim, criar empatia com os estudantes. Você, em seus textos, mostra-se profundamente atenta a esse aspecto afetivo. Paulo Freire, em muitas de suas obras, salienta que educar é um ato de amor. Compartilho com vocês essa convicção.
Fábio Damasceno
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Comentando "o tutor e o carpinteiro: ações ", de Marilde Alves- por Marcia de Mesquita.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Comentário: Minhas ações na tutoria!? (de Terezinha Melo)
Minhas ações na tutoria!?
Por estar entre colegas que, como eu, já estão na estrada desde o início da UFC Virtual, achei melhor relatar o meu proceder como tutora, mas gostaria de pedir aos mesmos que tenham esse como um simples testemunho, sem almejar nada mais do que isso, ok?
Logo que confirmo convite para exercer uma tutoria e fico sabendo qual é o polo, caso não seja um já conhecido, entro em contato com o tutor presencial para conseguir informações como, por exemplo, localização do polo, se há Data Show, impressora, pedir sugestões de hospedagem, alimentação e deslocamento etc.
Quando a disciplina é disponibilizada no solar, envio mensagem de boas vindas aos alunos, destacando a data de nosso primeiro encontro presencial e informo que faremos um passeio pelo conteúdo da disciplina, estabeleceremos procedimentos para uma melhor compreensão do material e debateremos sobre as atividades de portfólio, a formação de grupo de estudo, a postagem e interação nos fóruns, e a delimitação das datas do chat, assim como a divisão da turma, caso seja numerosa, para que essa aula tenha êxito.
Nesses encontros, costumo, como destacado em outra postagem, organizar um PowerPoint com o conteúdo da disciplina e tento conhecer um pouco o viver de cada aluno com o objetivo de estreitar laços, além de troca de conhecimentos, pois, segundo Paulo Feire, “a educação autêntica não se faz de ‘A’ para ‘B’ ou de ‘A’ sobre ‘B’, mas de ‘A’ com ‘B’, mediatizadas pelo mundo”, já que discentes e docentes “se aprendem juntos”, somente o diálogo, que implica num pensar crítico, é capaz, também, de gerá-lo” (cf.: Freire Apud MOTTA-ROTH, 2007)
Quanto aos encontros virtuais, mantenho feed-back constante com a turma, participo diariamente dos fóruns, envio mensagem comunicando, entre outros, início e final de fórum, postagem de atividades, assim como as notas. E finalmente, no fechamento da disciplina, informo os resultados finais.
Abçs,
Terezinha Melo
“O caminho é construído pela caminhada” (Paulo Freire)

